quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Eternas manhãs.



Eu era feliz e não sabia. Na verdade, nem imaginava. E é com esse ditado mais brega do mundo, que eu começo a descrever novamente essa minha saudade. Aliás, que saudade das minhas manhãs, daquela rotina, que às vezes (quase sempre) até me cansava, porém me fazia ver a vida com outros olhos, com bom humor.

Não que eu agora seja uma pessoa mau-humorada e muito menos que eu não esteja gostando desta minha "nova fase", mas o fato de me faltar algo que não irá voltar mais, me entristece, afinal, a minha ex-CLASSE já era parte de mim a uns bons anos.

Para mim, é como se o ano letivo já tivesse acabado; é como sentir saudades e ter consciência de que aquilo não vai voltar a ser seu; é como exigir que o tempo voltasse e tudo tivesse sido diferente...

E apesar do sentimento de saudade não poder ser classificado, neste caso, posso considerá-la uma saudade estranha: não basta estar com vocês em qualquer outro lugar ou até mesmo dizer um mero OI quando os encontro brevemente na rua, não basta vê-los todos separados; a minha vontade é de absorver todas essas pessoas, de saber o que acontece, de estar junto, de sentar novamente ali, dentro daquela classe barulhenta e bagunceira, porém que contém pessoas essenciais nessa minha vida.

E por mais que eu ache que não, um dia eu vou me acostumar. Vou me perder nos meus novos objetivos e seguir a minha vida, assim como cada um de vocês. Muitas amizades irão se perder (muitas, já se perderam), porém o que resistirá, em mim, serão lembranças que permanecerão na minha memória...para sempre!

Beijos, e até a formatura, meus amores!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eu queria tanto iniciar aqui um bom texto e desenvolve-lo criativamente segundo o recorte temático da minha imaginação. Mas sei lá, tá tão difícil. Parece que a criatividade exacerbada que me fazia transbordar idéias antigamente, era nada mais que uma pequena e passageira fase que há tempos não dá as caras.
Talvez eu me cobre muito antes de publicar qualquer texto aqui (tenho vários começados), ou talvez eu não esteja apta o suficiente para exibir neste blog a minha forma de escrever. Enfim, eu vou mudar. Eu já ando buscando incessantemente algumas mudanças em minha vida, e tanto a leitura como a escrita farão parte dessa minha novíssima fase. Conhecimento agora é prioridade. E o estudo também. Afinal, o que será de uma futura jornalista que não relata suas idéias e ainda abandona seu blog!? :O

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Listen to your heart! ♥

Ele apontará os caminhos a serem percorridos, te guiará, será sua sombra, teu caminho, teu momento de confiança e reflexão. A parte positiva e a negativa, é ele quem te dirá. Jamais será classificado como fracasso um conselho seguido por ele. Nunca nada feito ou dito será em vão. É complexo querer entende-lo, basta senti-lo. Ele carrega o mais nobre dos sentimentos humanos, o amor que se manifesta de maneiras surpreendentes.



E agora, o que eu vou fazer?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Confissão desnecessária.


31/07/2008





Não, eu não podia deixar passar esse dia. Ele foi para mim feliz e triste ao mesmo tempo, se é que posso defini-lo assim. Serviu tanto pra me fazer rir, quanto para eu chorar, loucamente. O porque nem ao menos eu sei. Nesta altura, só consigo chegar a conclusão de que um conflito gera outro, fato.



Olha eu comecei o dia bem feliz, feliz mesmo. Sabe aquelas pessoas insubstituíveis que você observa e diz: pãtz, daqui a um ano nada será como agora, e simplismente você pára o que estava fazendo ( a lição de história, no caso ) para dar atenção pras pessoas que o tempo cuidará de levar. E esse bom-humor durava o dia todo. Podia até me classificar como uma pessoa contagiante, pois até o meu signo do zodíaco, hoje, dizia isso.



Porém isso acabou. Foi de repente e só. Foi como dizer algo idiota numa hora desnecessária, e realmente foi isso. Pronto, o mundo desabou. Foi tudo bem exagerado. E eu chorei, como há tempos não o fazia.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Auto-ajuda.



Eu treinei décadas, imaginei mil temas e busquei inspiração pra postar um bom texto aqui. Porém, isso não aconteceu por duas maneiras: a primeira é que a inspiração nem sempre está disponível quando a gente quer, e a segunda é por que eu decidi escrever o que eu ando pensando; e isso pode não chegar a ser uma coisa boa.




A vida é realmente uma caixa de inúmeras surpresas: agradáveis, dissimuladas, invejadas e até esperadas. E pra que a pressa de adivinhá-las, se elas estão apenas começando.


Sinceramente, eu ando me surpreendendo muito, fato. Ao observar as pessoas a minha volta, eu me surpreendo mais ainda. Como elas não sabem medir as palavras? De onde tiraram esse dom de machucar as pessoas, às vezes sem nem conhecê-las? Por que se arrependem tão tarde, se é que isso pode ser chamado de arrependimento? E quanto as outras, de onde vem tanta essencialidade, tanto cuidado!?


De um ano pra cá, aconteceram várias coisas que me afetaram muito, me fazendo crescer e amadurecer. Eu conheci pessoas, que jamais imaginaria que encontraria, aqui mesmo, em minha cidade. Eu consolei amigos brigados, dicuti e me irritei. Chorei também, quando foi preciso e quando não tive outra escolha. Perdoei amizades que não mereciam, simplismente por não querer perdê-las. Magoei algumas pessoas, disse verdades e saí perdendo algumas vezes. Eu perdi sim, mas ganhei muito também. Recuperei amizades que imaginei que tivessem sido levadas pelo tempo e hoje se mostram firmes e inigualáveis. Conheci gente nova, dei valor a quem merecia, e passei a enxergar certas coisas como elas realmente são. Não, não sinto falta de algumas amizades, afinal, o tempo cuida de nos trazer as pessoas certas e seus tão simples abraços como blusas no frio, que fazem com que a gente desaprenda o que é solidão.



Penso que não vou conseguir, e nem quero recuperar nada. Penso que não tenho que relembrar essas situações que agora pertencem ao passado. Penso ainda que algumas surpresas estão por acontecer. Mas é isso: o correto no momento é sentar e esperar. Quem está certo ou errado, não sou eu quem vai julgar.
E nessa crise de sentimentalismo bobo, vale a pena misturar situações, em que a opinião pode ser vista dos dois lados. Sim, eu me irrito fácil com algumas coisas e atitudes alheias, mas não o suficiente para procurá-las e soltar tudo o que somente elas não enxergam.
Dias sim, dias não, estaremos ali eu e a felicidade, de preferência não em dias como este.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A essencialidade acabou.

Entre lembranças e lágrimas, eu me deparo com cenas da nossa amizade. Elas são tão freqüentes em minha memória, e parecem ter se tornado tão raras de uns tempos pra cá. Talvez falte uma boa conversa, talvez falte somente coragem. Enfim, o que aconteceu para que a situação mudasse, eu não sei. A amizade é algo que nos completa tanto, e de repente ver-se sem algumas pessoas especiais, nos faz parar e pensar no que foi feito, no que foi dito.
E repensando, podemos perceber a enorme capacidade de afeição do ser humano: logo, sempre temos quem nos complete, quem nos abrace, quem nos dê amor. Por mais que isso não seja demonstrado o tempo todo, por mais que algumas pessoas não substituam outras- pois cada um exibe o seu jeito insubstituível de ser- por mais que não dê tempo de se ouvir um " eu te amo" quando a encontro, sei que ela estará ali, pra tudo. E se por ventura, um dia, tiver eu que chorar novamente, que seja por quem realmente vale à pena, por quem se mostrou feliz com o meu sorriso, por quem sente verdadeiramente a minha falta, por quem demonstra ser sensato e tem a capacidade, quase rara nos dias de hoje, de saber que a vida não é feita só de risos: por trás de tudo, existem sentimentos, impossíveis de serem explicados.
Detectar tais pessoas pode ser algo demorado, quase invisível. Elas estão presentes em nosso dia-a-dia, e perdem-se na rotina dos nossos dias, absurdamente iguais. E o que as torna diferentes, é simplesmente o fato de pensar nos amigos, sempre. Essas são, indiscutivelmente, as nossas mais importantes e essenciais amizades, sem as quais não podemos viver sem!


Li, eu te amo,tá? ♥

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Só mais uma tarde?


A tarde era ensolarada, porém bastante fria. Meu pijama e agasalho, que juntos não formavam uma combinação agradável aos olhos deles, arrancaram-lhes diversos risos passageiros. Os contínuos ainda estavam por vir! Quem eram eles? Talvez possa simplificá-los como parte de mim, ou mesmo como a melhor família do mundoooo!
E não foi fácil contê-los: o dia era de despedida e alegria, aquela, que dura até a hora em que elas vão embora. Por isso, o motivo de tanta alegria até que a hora chegue, é sempre o mesmo: a eternidade do momento- dá até vontade de congelar aquela cena (tudo bem que o frio já me congelava aquele instante, assim, literalmente dizendo)! Mas nem o frio e muito menos o local escolhido nos desanimava: estávamos juntos, e bastava.
Contudo, concluo que, as besteiras se superam a cada mês que nós ficamos longe! Dessa vez a idéia de construir uma casa no terreno ao lado, dos detalhes da construção até a forma de conseguir dinheiro (cada vez mais dinheiro!), fez com que esse dia se tornasse um pouco mais especial e inesquecível.
E tantos detalhes, fizeram com que a gente se distraísse e se perdesse no tempo, que ignorássemos as horas que ali só confirmavam o que a gente sempre soube: a gente se ama, e não é de hoje, e esse laço tão forte não irá acabar!