segunda-feira, 20 de abril de 2009

Te devoro!

Não sei ao certo quando isso surgiu em mim. É mais do que saudade, do querer estar por perto, é algo que me completa e faz querer ir além de um simples momento com a pessoa que mais me deixa feliz. Talvez eu esteja tentando explicar um desses sentimentos inclássificáveis e intensos, porém me sinto como se o que estivesse querendo dizer não coubesse nas linhas, nas palavras, em mim mesma. É especial demais, se tratando de VOCÊ!

A algum tempo eu venho tentando descrever algo que determine esse meu sentimento (tentando escrever esse post, na verdade) e simplesmente por não conseguir pensar em algo mais especial do que a data do décimo segundo dia vinte que nós nos conhecemos, o 'nosso aniversário', resolvi comentar sobre o ano que se passou. Não que sejamos apegados as datas, muitas vezes nem nos lembramos delas, mas esse dia marca em nossas vidas um ano diferente de todos os já vividos, das igualdades às diferenças, da felicidade às brigas, da amizade à confiança, tudo está atentamente guardado. De tudo meu amor, serei atento. Cada minuto, cada troca de olhares, cada gesto, cada frase, nenhum momento será esquecido, nem um beijo sequer.


De início foi a simpatia, essa mesma que me conquista todos os dias. Talvez isso e suas bobeiras, bem parecidas com as minhas tenham sido o suficiente pra tentarmos ficar juntos. E até agora, conseguirmos, diga-se de passagem, apesar de nem tudo sempre ter dado certo, como está acontecendo hoje.
Eu só quero dizer que a nossa fase está sendo indiscutivelmente a mais feliz, de todas. Mais maduros, porém não menos sorridentes, um pouco menos romanticos, porém nada que um olhar e um beijo não digam tudo que precisamos dizer. E é por essa sua paz que jamais vou te esquecer, é isso que eu amo em você, e é isso que espero e vou lembrar por toda vida! Que isso seja em nós, eternamente eterno, enquanto durar em mente e coração.
Hoje eu tenho a certeza de que dizer um eu te amo jamais decifraria esse sentimento tão complexo, que me completa tanto, e que soa tão forte, mas que não pode deixar de ser dito, quando é verdadeiro.


-Teu olhar não me diz exato quem tu és,

mesmo assim eu te devoro ♪

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

• O vencedor ♫

E depois de uma noite de sábado regada a álcool e certa diversão (ambos moderadamente, pois o horário e a responsabilidade não me permitiam extravasar os limites); eis que a manhã de domingo não me trazia apenas a ressaca do dia anterior, mas sim a ansiedade, a curiosidade e também um certo friozinho na barriga devido à expectativa de como seria esse meu dia dezesseis de novembro.


Saímos (eu, irmã, mamãe) não tão cedo daqui. O destino era Campinas. O motivo, meu "primeiro" vestibular (na verdade não é o primeiro, mas o primeiro importante, manja?). Eu tava indo fazer a prova da Unicamp na Puc, o curso escolhido era comunicação social/ midialogia* , e eu realmente não estava preocupada em passar, pois sabia/sei que isso não aconteceria/acontecerá tão fácil. Na verdade eu fui mesmo pra sentir o clima (não pra cortá-lo) e talvez me dedicar mais pro ano que vem (2009-o ano que eu nem vou existir de tanto estudar) porque aí sim, as coisas vão ser pra valer.


Mas mesmo com toda essa mistura de sentimentos, a ressaca me dominou a ponto de eu ir dormindo até lá. E eu que sou tão fraca pra viagens/passeios/bancos imobiliários não tive tempo nem de passar mal! E logo lá estava: no condô da Mááaaáaá, que logo foi nos receber na portaria. E eu acho que realmente algumas coisas acontecem em momentos inoportunos, mas bastam pra gente (principalmente a gente) captar e rir muito disso, pra sempre. Pois é, tava passando um trio elétrico com alguns evangélicos/crentes em cima gritando loucamente e louvando ao Senhor, bem na hora da nossa chegada e a família toda lá querendo conversar e aqueles gritos loucos... Tá nem foi tão engraçado, mas foi o suficiente pra gente rir a vida toda.

E a bonetenha da vovó, que me recebeu com um "oi nega feia" que eu não considerei, virou a protagonista do nosso super almoço, onde a família curtiu junta a sessão fotos dessa figura na praia. Depois rolou também sessão trocas de roupa, sessão garrafinhas de academias socorrenses e um pouco de internet. Sementes de Aguaí curam imediatamente dores de cabeça e qualquer outro desequilíbrio energético (O Aguaí emite vibrações que podem ser captadas pelos processos radiestésicos), segundo a tia Geca. Enfim, depois de muito papo o almoço saiu: eu e a Má comemos primeiro, afinal, somos as vestibulandas.

Antes de sairmos eu e a Má ganhamos da tia Geca um presente-amuleto, uma concha benzida direto de Santos, que segundo ela nos traria sorte. E mesmo sem acreditar em amuletos de sorte já a algum tempo, eu segurei essa concha até começar a fazer a prova. Sei lá, era como se alguém ainda acreditasse em mim e na minha capacidade, da qual nem mesmo eu acreditava mais.

Na despedida, eu e Má estávamos muito sossegadas (de boa na lagoa). E logo a Má, que eu não mais veria neste dia, partiu pra Puc, ali mesmo perto da sua casa com a Ari (quem?), enquanto eu partia na companhia do tio e da Márcia pro outro lado do mundo, na outra Puc. E enquanto o CD player do carro tocava o disco acústico dos titãs, a minha ansiedade disfarçada me fazia cantar as faixas como se precisasse descontar em alguma coisa essa minha tensão; e enquanto os minutos passavam eu olhava aquela concha em minhas mãos e me perguntava, porque eu estou fazendo isso? Na verdade estou sem entender até agora. Acho que é como se eu quisesse medir a minha capacidade e mudar a direção do meu futuro, nem que para isso eu tenha que sofrer inicialmente, a minha intenção é aprimorar meu conhecimento, que não é e nem seria suficiente.


Depois de muito tempo (eu digo muito tempo mesmo), eu estava próxima ao lugar onde eu iria fazer a tal prova. Caracaa, tinha muitaaaaa genteee! Um amontoado de carros num trânsito literalmente infernal e um calor de transpirar parado, além daquele monte de nerds dos carros ao lado lendo livros dez minutos antes da prova como se fosse adiantar. Tudo isso, além de me apavorar um pouco mais, me fazia esbarrar nessa angustiante realidade do vestibular: a concorrência que seleciona somente os melhores e mais dedicados. Na vida, tudo é assim, e eu já deveria estar acostumada, porém tenho o péssimo hábito de empurrar as coisas com a barriga e nem sempre sou feliz com isso.

E nisso de esperar o trânsito e cantar titãs, resolvemos descer e caminhar, já que era o que todos que ainda queriam realizar a prova fizeram. E entre uma concha na mão e uma brisa na cara, meu celular ainda ligado, emite o som da mensagem mais estimulante do dia: um "Boa sorte, te amo!" que com certeza fez toda a diferença!♥

Já na Pontifícia Universidade Católica (eu me surpreendi com o tamanho daquela escolaa! :O) demorou pra eu achar a classe... Mas no fim tudo deu certo, lá estava eu, no último andar do oitavo H da Puc I. E o nervosismo aumentou, e a tensão se intensificou, e enfim, a prova chegou: Tava babaaaa, já passei! UHASHUHUASHUSAUHSAUHASU!! Mancada. Quando olhei aquilo, tive a triste impressão de ser a pessoa mais despreparada do mundo, sem exagero.







A redação até que estava ligeiramente fácil (não que ela vá ser corrigida), o tema (animais que são usados como cobaias em laboratórios de pesquisa) era bem polêmico e não foi tão difícil expressar meu ponto de vista, afinal, pedir para uma vegetariana defender os animais é como pedir para um pássaro sair voando! (como sou boba...olha essa comparação). Já a prova dissertativa, foi um horror, depois fiquei até com vergonha das respostas, mas eu ainda acho que o que vale é a intenção!

Enfim, o sonho/pesadelo acabou com uma rodada de caldo-de-cana bancada pela vó (êeêêe) e sem a Má (triste, bem triste). :/



Nesse dia dezesseis, eu tive a imensa certeza de que quem não tenta, não luta, nada consegue. Seus desejos nunca vão te atingir quando você estiver andando na rua e nem vão cair no seu quintal... Por mais que para você as coisas sejam fáceis, sempre iremos querer aquilo que não podemos ter de imediato; é típica do ser humano essa vontade de querer vencer desafios, por mais que ele já tenha 'tudo'. E eu não estou me referindo apenas à matéria... quem nunca teve aquela paixonite mais que desejada, ou então aquela amizade, aquela prova que você precisa se sair bem, aquela conversa, aquela atenção de uma certa pessoa especial, coisas que o dinheiro nunca comprará. Pois são estes, os desejos mais simples, os mais difíceis de se realizarem. E este meu desejo de passar no vestibular, vai se realizar no futuro (espero que não tão distante) , porque o verdadeiro vencedor, não é aquele que vence, mas sim aquele que nunca desiste!
(ps: e eu não vou desistir de você tão cedo unicamp!!!)


♪ Eu que já não sou assim, muito de ganhaaar
Junto às mãos ao meu redor;
Faço o melhor, que sou capaz, só pra viver em paaaazz! ♪







Midialogia* : As mídias contemporâneas são estudadas em seus enunciados, formados historicamente, percebendo o diálogo entre elas, suas convergências possíveis e efetivas, suas divergências, sem esquecer das singularidades de cada uma.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Eternas manhãs.



Eu era feliz e não sabia. Na verdade, nem imaginava. E é com esse ditado mais brega do mundo, que eu começo a descrever novamente essa minha saudade. Aliás, que saudade das minhas manhãs, daquela rotina, que às vezes (quase sempre) até me cansava, porém me fazia ver a vida com outros olhos, com bom humor.

Não que eu agora seja uma pessoa mau-humorada e muito menos que eu não esteja gostando desta minha "nova fase", mas o fato de me faltar algo que não irá voltar mais, me entristece, afinal, a minha ex-CLASSE já era parte de mim a uns bons anos.

Para mim, é como se o ano letivo já tivesse acabado; é como sentir saudades e ter consciência de que aquilo não vai voltar a ser seu; é como exigir que o tempo voltasse e tudo tivesse sido diferente...

E apesar do sentimento de saudade não poder ser classificado, neste caso, posso considerá-la uma saudade estranha: não basta estar com vocês em qualquer outro lugar ou até mesmo dizer um mero OI quando os encontro brevemente na rua, não basta vê-los todos separados; a minha vontade é de absorver todas essas pessoas, de saber o que acontece, de estar junto, de sentar novamente ali, dentro daquela classe barulhenta e bagunceira, porém que contém pessoas essenciais nessa minha vida.

E por mais que eu ache que não, um dia eu vou me acostumar. Vou me perder nos meus novos objetivos e seguir a minha vida, assim como cada um de vocês. Muitas amizades irão se perder (muitas, já se perderam), porém o que resistirá, em mim, serão lembranças que permanecerão na minha memória...para sempre!

Beijos, e até a formatura, meus amores!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eu queria tanto iniciar aqui um bom texto e desenvolve-lo criativamente segundo o recorte temático da minha imaginação. Mas sei lá, tá tão difícil. Parece que a criatividade exacerbada que me fazia transbordar idéias antigamente, era nada mais que uma pequena e passageira fase que há tempos não dá as caras.
Talvez eu me cobre muito antes de publicar qualquer texto aqui (tenho vários começados), ou talvez eu não esteja apta o suficiente para exibir neste blog a minha forma de escrever. Enfim, eu vou mudar. Eu já ando buscando incessantemente algumas mudanças em minha vida, e tanto a leitura como a escrita farão parte dessa minha novíssima fase. Conhecimento agora é prioridade. E o estudo também. Afinal, o que será de uma futura jornalista que não relata suas idéias e ainda abandona seu blog!? :O

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Listen to your heart! ♥

Ele apontará os caminhos a serem percorridos, te guiará, será sua sombra, teu caminho, teu momento de confiança e reflexão. A parte positiva e a negativa, é ele quem te dirá. Jamais será classificado como fracasso um conselho seguido por ele. Nunca nada feito ou dito será em vão. É complexo querer entende-lo, basta senti-lo. Ele carrega o mais nobre dos sentimentos humanos, o amor que se manifesta de maneiras surpreendentes.



E agora, o que eu vou fazer?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Confissão desnecessária.


31/07/2008





Não, eu não podia deixar passar esse dia. Ele foi para mim feliz e triste ao mesmo tempo, se é que posso defini-lo assim. Serviu tanto pra me fazer rir, quanto para eu chorar, loucamente. O porque nem ao menos eu sei. Nesta altura, só consigo chegar a conclusão de que um conflito gera outro, fato.



Olha eu comecei o dia bem feliz, feliz mesmo. Sabe aquelas pessoas insubstituíveis que você observa e diz: pãtz, daqui a um ano nada será como agora, e simplismente você pára o que estava fazendo ( a lição de história, no caso ) para dar atenção pras pessoas que o tempo cuidará de levar. E esse bom-humor durava o dia todo. Podia até me classificar como uma pessoa contagiante, pois até o meu signo do zodíaco, hoje, dizia isso.



Porém isso acabou. Foi de repente e só. Foi como dizer algo idiota numa hora desnecessária, e realmente foi isso. Pronto, o mundo desabou. Foi tudo bem exagerado. E eu chorei, como há tempos não o fazia.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Auto-ajuda.



Eu treinei décadas, imaginei mil temas e busquei inspiração pra postar um bom texto aqui. Porém, isso não aconteceu por duas maneiras: a primeira é que a inspiração nem sempre está disponível quando a gente quer, e a segunda é por que eu decidi escrever o que eu ando pensando; e isso pode não chegar a ser uma coisa boa.




A vida é realmente uma caixa de inúmeras surpresas: agradáveis, dissimuladas, invejadas e até esperadas. E pra que a pressa de adivinhá-las, se elas estão apenas começando.


Sinceramente, eu ando me surpreendendo muito, fato. Ao observar as pessoas a minha volta, eu me surpreendo mais ainda. Como elas não sabem medir as palavras? De onde tiraram esse dom de machucar as pessoas, às vezes sem nem conhecê-las? Por que se arrependem tão tarde, se é que isso pode ser chamado de arrependimento? E quanto as outras, de onde vem tanta essencialidade, tanto cuidado!?


De um ano pra cá, aconteceram várias coisas que me afetaram muito, me fazendo crescer e amadurecer. Eu conheci pessoas, que jamais imaginaria que encontraria, aqui mesmo, em minha cidade. Eu consolei amigos brigados, dicuti e me irritei. Chorei também, quando foi preciso e quando não tive outra escolha. Perdoei amizades que não mereciam, simplismente por não querer perdê-las. Magoei algumas pessoas, disse verdades e saí perdendo algumas vezes. Eu perdi sim, mas ganhei muito também. Recuperei amizades que imaginei que tivessem sido levadas pelo tempo e hoje se mostram firmes e inigualáveis. Conheci gente nova, dei valor a quem merecia, e passei a enxergar certas coisas como elas realmente são. Não, não sinto falta de algumas amizades, afinal, o tempo cuida de nos trazer as pessoas certas e seus tão simples abraços como blusas no frio, que fazem com que a gente desaprenda o que é solidão.



Penso que não vou conseguir, e nem quero recuperar nada. Penso que não tenho que relembrar essas situações que agora pertencem ao passado. Penso ainda que algumas surpresas estão por acontecer. Mas é isso: o correto no momento é sentar e esperar. Quem está certo ou errado, não sou eu quem vai julgar.
E nessa crise de sentimentalismo bobo, vale a pena misturar situações, em que a opinião pode ser vista dos dois lados. Sim, eu me irrito fácil com algumas coisas e atitudes alheias, mas não o suficiente para procurá-las e soltar tudo o que somente elas não enxergam.
Dias sim, dias não, estaremos ali eu e a felicidade, de preferência não em dias como este.